Espelhamento materno e seus problemas
Será que isso acontece com vocês? Eu percebi que espelhava o comportamento materno e os problemas que esse comportamento me causou.
Na minha sessão de terapia, eu consegui sentir na pele aquele momento em que a gente sente que pegou. E fazia anos que eu estava tentando descobrir o que era. Até então, eu ia criando justificativas para reforçar o que não queria ver e continuar com o mesmo comportamento: achava que para existir precisava pedir desculpas, não conseguia dar minha opinião, não conseguia gostar de verdade de quem eu era, e ficava buscando aprovação o tempo inteiro. O que sustenta esse padrão é que a gente aprende, ainda criança, a ser quem o outro precisa que a gente seja para ser aceito — e essa forma de existir vai sendo repetida automaticamente, mesmo décadas depois, sem que a gente perceba que está repetindo. Isso acontece por espelhamento materno — ou seja, eu passo a viver, como se fossem minhas, as frustrações, as crenças limitantes, os medos e a vergonha que minha mãe colocou sobre mim. Nisso, eu não sabia quem eu era, o que eu gostava, do que eu era capaz. Então, hoje, repare: na próxima vez que você fizer algo para agradar alguém, ou sentir a necessidade de ser aceito, ou quiser ser LUZ na vida de alguém, pare e se pergunte — 'isso é o que eu realmente quero fazer, ou é um comportamento que eu aprendi a repetir?'. Se a resposta te incomodar, é sinal. Foi isso que percebi naquela sessão: eu estava, ali mesmo, repetindo o comportamento de sempre — trazendo a dor e já tentando resolvê-la na hora, sem nem perceber o que estava fazendo. E foi exatamente aí, sentindo esse automatismo na pele, que finalmente entendi o que eu vinha tentando descobrir havia anos.